Hora feliz

Saí cansada do trabalho e fui como um autômato pro meu metrozão, entrando no dito cujo ligo a campainha do meu espertofone (desligo enquanto trabalho) e vejo que marido tinha me ligado 3 vezes. Liguei de volta, eu tinha esquecido de uma Happy Hour de um grande amigo da minha falecida sogra. Dei meia volta (de plataforma) e voltei.

Esse amigo morou anos e anos em Honduras e ele nos escreve com freqüência, meu nome o o nome do filho sempre nas cartas… Eu nunca o tinha visto pessoalmente.

Lá na Hora Feliz estavam pessoas da idade dos meus pais. Um foi reitor do Ginásio onde o filho vai estudar, sogra foi anos professora de grego e latim por lá, ela a conhecia. O outro era o amigo dono da festa, ele teve um tio que foi padre em Belo Horizonte: padre Bento. Ele tinha uma gráfica onde ensinava e dava emprego para os meninos da favela.

Do lado de lá da mesa um bisneto de um dos maiores escritores do Brejo de Baixo.

De repente marido começa a contar de mim, a brasileira, e da cunhada, a autraliana. De repente o descendente do escritor vira para a senhora que estava ao meu lado e pergunta: “A senhora é holandesa, não é?” Ela sorri e diz inexperadamente num holandês castiço: “Não, eu sou brasileira, nasci no Rio de Janeiro. Meus pais foram prá lá fugindo da 2a Guerra. Quando eu tinha dois anos a família voltou para cá.”

Bizarro!

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